terça-feira, 18 de março de 2008

Performance (atrasado!)


O processo foi demorado, passamos a tarde nos estressando na escola em busca de um lugar legal e um melhor entendimento do conceito de PERFORMANCE. Fizemos vários ensaios, tivemos diversas idéias e, no fim, deu nisso.

Nossa proposta era de despertar um novo olhar sobre o mundo, apreciar a arte e a vida de formas inusitadas utilizando todos os sentidos. Concluímos que é preciso dar valor, conferir sentido, a signos e objetos que normalmente não são percebidos, como o rodapé.

Pelo menos foi divertido!



Bom, este e o link para assistir ao vídeo da apresentação do nosso grupo: http://www.youtube.com/watch?v=fZwbyP-Pu24

Lygia Clark

Lia o texto de Ana Paula Baltazar quando a mesma cita Lygia Clark. Esse nome já estava na minha lista de pesquisas para o feriado e, como já havia ouvido o nome várias vezes, fiquei curiosa e fui ao site de Lygia. Encantei-me com alguns de seus trabalhos em especial: "A casa é o corpo" e "Roupa-corpo-roupa: o Eu e o Tu". O primeiro trata de uma instalação de oito metros que foi feita no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM-RJ) que permitia a passagem das pessoas por seu interior para que elas tivessem as sensações de penetração, ovulação, germinação e expulsão do ser vivo. A segunda, um homem vestia um macacão de mulher, e vice-versa, e eles se tateavam encontrando aberturas em forma de fecho ecler, que possibilitavam a exploração, o reconhecimento do corpo. Segundo a artista, "os fechos são como cicatrizes do próprio corpo".
O trabalho de Lygia é muito interessante, vale a pena conhecê-lo.
Abaixo cito uma frase da própria artista seguida do link.

"Se a pessoa, depois de fazer essa série de coisas que eu dou, se ela consegue viver de uma maneira mais livre, usar o corpo de uma maneira mais sensual, se expressar melhor, amar melhor, comer melhor, isso no fundo me interessa muito mais como resultado do que a própria coisa em si que eu proponho a vocês."

http://www.lygiaclark.org.br/portmenu.htm#

POR UMA ARQUITETURA VIRTUAL: UMA CRÍTICA DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS

Bom, iniciarei meu comentário acerca do texto de Ana Paula Baltazar com a definição dos termos discutidos por ela que encontrei em um desses dicionários on-line:


  • Digital (lat digitale): [...] 4 Eletrôn Que se utiliza de um conjunto de dígitos, em vez de ponteiros ou marcas numa escala, para mostrar informações numéricas: Termômetro digital. 5 Eletrôn Diz-se do circuito eletrônico que produz e responde a sinais que, num determinado instante, encontram-se num dentre os vários níveis possíveis (geralmente dois). 6 Eletrôn Diz-se dos dados contínuos separados em unidades distintas, para facilitar a sua transmissão, processamento etc. 7 Eletrôn Diz-se da transmissão (p ex, de som) assim realizada. 8 Inform Computador que opera com quantidades numéricas ou informações expressas por algarismos. 9 Inform Computador cujos dados são processados por representações discretas.

  • Virtual (lat virtuale): 1 Que não existe como realidade, mas sim como potência ou faculdade. 2 Que equivale a outro, podendo fazer as vezes deste, em virtude ou atividade. 3 Que é suscetível de exercer-se embora não esteja em exercício; potencial. 4 Que não tem efeito atual. 5 Possível.

O texto de Ana Paula chamou-me a atenção logo no início, pois confesso que eu mesma confundia esses termos e os utilizava de forma errônea. À medida que o lia crescia minha curiosidade a cada citação de artistas, empresas ou programas que ela fazia eu interrompia minha leitura para pesquisá-los. Só essa característica do texto já o fez valer a pena, pude conhecer, entre tantos trabalhos, dois que me chamaram maior atenção: o de Lygia Clark e do escritório NOX, da Holanda. O destaque a esses foi dado, separadamente, em outros tópicos deste blog.

Quanto ao conteúdo do artigo, a discussão foi enriquecedora e instigante no sentido de buscar uma melhor maneira de se pensar a Arquitetura: inserindo eventos às substâncias. Não projetamos espaços para serem apenas olhados e apreciados, o objetivo principal de nosso trabalho deve ser a vida que se realiza nesse lugar. Os projetos devem ser pensados com vista ao uso desse espaço e é essa a virtualidade da qual Baltazar comenta. É o virtual como algo que só se concretiza quando do uso, quando da realização do evento, tal qual a Máscara com Espelhos de Clark. Deve-se criar lugares em que haja maior liberdade, flexibilidade de usos, que sejam definidos de acordo com a necessidade do usuário, ao contrário do que se vê normalmente, com ambientes que restringem a utilização das "formas" às "funções" pré-estabelecidas no ato do projeto. Um exemplo interessante da arquitetura de liberdade é o Familistério de Godin, por ser um projeto baseado no evento, e não na substância.

O termo virtual está relacionado ao que pode vir a ocorrer no espaço, às possíveis formas de uso da substância e pode ser amplamente explorado por ferramentas digitais, sem estar restrito a elas. A informática oferece meios de se experimentar o uso do espaço, sua virtualidade, antes de executar o projeto, como forma de testar sua utilidade e eficiência. No entanto, esses recursos têm sido sub-utilizados com a utilização da tecnologia apenas para a digitalização dos projetos, na conversão de desenhos e informações em formatos digitais para melhor visualização e apresentação.

Ana Paula convida-nos a dar mais atenção às possibilidades de evolução do pensamento arquitetônico com as tecnologias digitais, ao invés de, simplesmente, reproduzirmos tais projetos no computador. É um desperdício esse uso tão restrito. Além disso, aconselha-nos a simular os possíveis usos do espaço, para que seja colocada em prática uma arquitetura mais livre e, de fato, virtual.

domingo, 16 de março de 2008

Trabalho de Informática: Alteração das fotos da Performance


















Este foi mais um trabalho de exploração do Photoshop. A idéia era utilizarmos uma das fotos da Performance(trabalho de Plástica realizado anterirmente) e alterá-la no programa. O workshop ainda não foi realizado e eu ainda não conheço muito bem as ferramentas do programa, então essas fotos são resultado de uma descoberta de novos filtros em um tempo curto. O resultado não foi o que eu esperava, ficou muito fraco e meu poder de decisão foi falho: postei as três alterações que havia feito para escolher posteriormente. Faltou objetividade, reconheço, mas estou em processo de aprimoramento. Mais um aprendizado associado ao curso superior: deixar a indecisão para trás e ter atitude. A passos lentos estou caminhando.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Comentário sobre o texto "O ensino de desenho nas escolas de Arquitetura e a influência da Informática"

O texto escrito pelo professor Alexandre Monteiro de Menezes ilustra muito bem a forma como é abordado o assunto aqui na UFMG. Desde as primeiras aulas ficou claro que não aprenderíamos a "dominar" os comandos dos softwares, mas que seríamos estimulados a descobrir as possibilidades das ferramentas por nós mesmos, como já está acontecendo. É um método muito bem-pensado por estimular a curiosidade e a busca dos alunos pos suas próprias necessidades.
Com o atual alcance da informática é impossível desprezar sua importância em qualquer área, seja ela de lazer, educação ou trabalho. Nós, futuros arquitetos, devemos vê-la como uma ferramenta indispensável que, no entanto, não torna ultrapassados os métodos convencionais de desenho. Cada projeção tem sua utilidade e necessidade, dependendo das ferramentas que possuímos em determinado momento. A forma de trabalhar do arquiteto não mudou muito desde o início da profissão, como já nos foi dito, e creio que não será transformada tão radicalmente pela introdução dos computadores. O que ocorre é uma ampliação dos meios de produzir e representar arquitetura, um acréscimo benéfico à projeção de desenhos e a outras atribuições, que deve estar constantemente atrelada às demais disciplinas.
O fato de não serem ensinados na EA o "uso" de softwares básicos como AutoCAD, SketchUp e outros é uma abordagem positiva da disciplina Informática, por motivos já citados de incentivo à busca pessoal, no entanto nos vemos obrigados a procurar cursos específicos para suprir as exigências do mercado profissional. Não estamos na Universidade apenas por prazer, nosso objetivo principal é qualificação para o trabalho ao sairmos daqui. Assim, seria interessante que houvessem mais oficinas ou workshops que nos ensinassem as noções básicas dos softwares principais antes de nos pedirem trabalhos que utilizem tais programas.
A idéia do professor Cabral de "ensinar a aprender" é brilhante, mas creio que uma pequena noção introdutória seria de enorme auxílio visto que os trabalhos nos são passados com um prazo curto e o resultado nem sempre será satisfatório por ignorarmos a gama de possibilidades oferecidas pelos softwares.
O computador entrou definitivamente na vida do Arquiteto e é bom que nos guiem no uso da ferramenta. Mas é claro que, no final das contas, só depende de nós mesmos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Novo Aeroporto de Beijing-China


Beijing Airport
Beijing, China, 2003-2008


The world’s largest and most advanced airport building - not only technologically, but also in terms of passenger experience, operational efficiency and sustainability – Beijing Airport is welcoming and uplifting. A symbol of place, its soaring aerodynamic roof and dragon-like form celebrates the thrill of flight and evokes traditional Chinese colours and symbols.

(do site Foster and Partners)

Gente, que super-projeto, né?
Daqui a pouco seremos nós, se Deus quiser.
Estou até pensando em prestigiar as Olimpíadas este ano. =]

Vocês podem ver mais fotos neste site.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Trabalho de Informática - Paulo Mendes da Rocha


Esse trabalho faz alusão à loja Forma, projetada por Paulo Mendes da Rocha. As laterais do retângulo são formadas por palavras que descrevem as características da obra desse arquiteto e, abaixo do nome Forma, estão listadas algumas de suas obras mais importantes. O motivo da cor nessa parte do texto é a presença, na realidade, de móveis nessa posição da loja, simplesmente.

Leia mais sobre Paulo Mendes em http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Mendes_da_Rocha ou veja uma entrevista dada por ele no site http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed61/paulo30.asp